Sexta-feira, Maio 18, 2012

Melô do crime passional.


é uma falta de bom senso
e um sem jeito de fugir
das coisas que ainda te cercam
do que você não quer sentir
me escondo até desaparecer
até a vontade desistir, ou então...

até que você me encontre
até não então seja tarde
tarde demais (só o bastante pra nós)
até que você me encontre

guardei um pouco de coragem
no mesmo armario onde guardo o meu silêncio
e alguma força pra resistir (à não)
pôr uma faca no seu peito
me encolho até desaparecer,
até a vontade resistir, ou então...

até que você me encontre
até que então seja tarde
tarde demais (só o bastante pra nós)
até que você me encontre
até que você me encontre
até que não seja tarde
tarde demais
 

Sábado, Maio 12, 2012

Nothing but the dead and dying
Back in my little town
Nothing but the dead and dying
Back in my little town

(Paul Simon)

Sexta-feira, Maio 11, 2012

Dylão para dummies

 Escrevi um texto sobre Dylan para a agenda de eventos do local onde trabalho, o texto ficou meio apaixonado, meio explicativo, meio forçado (o inicio foi chupado da abertura de "O apanhador do campo de Centeio") e me dando ao luxo de ignorar Blood on tracks e todo os anos 70 do homem, enfim, a versão sem revisão e sem cortes de Bob Dylan para iniciantes.


50 anos de carreira de Bob Dylan




Toda e qualquer história que escreverem sobre Robert Allen Zimmerman, Bob Dylan, Jack Frost ou qualquer um dos vários pseudônimos pelo qual Dylan caminhou sobre a terra, será exagerada, fantasiosa, cheia de revira-voltas e truques dignos de um mágico, de um Houdini. Em vias de completar 71 anos, 50 anos de carreira, cinco dezenas de discos com seu nome, Dylan carrega na voz o peso de estar entre os maiores artistas que pisaram na terra. 


 Bob Dylan inventou sua própria vida, trocou a infância em Minnesota, interior dos EUA, pela vida dura de um órfão trabalhando num circo. Suportou a mentira até ser desmascarado por um jornalista na véspera de seu primeiro grande show em Nova Yorque. Sua origem foi apenas a primeira de um número impossível de vezes que o artista Dylan se reinventou. 


A lenda diz que, em 1961, Dylan cruzou os Estados Unidos viajando em um trem de carga em direção à Nova Yorque com a intenção de visitar o cantor Woodie Guthrie, que definhava num hospital psiquiátrico. Guthrie era ídolo da classe operaria e de quem Dylan se orgulhava de ter lhe roubado tudo: o visual operário, as letras de protesto, o jeito de cantar e tocar. Nesta época, o mitológico Greenwich Village - área boemia e decadente da cidade de Nova Yorque - vivia uma explosão artística e existencial promovida pelos filhos da 2ª guerra mundial e pela geração Beat – movimento literário que movimentou os anos 50. Vários artistas chegavam à cidade com a finalidade de se nos apresentar vários cafés do Village. Dividiram palco com Dylan, artistas como o comediante Woodie Allen, o poeta Willian Burroughts e a cantora Joan Baez. Até ser descoberto pelo empresário Albert Grossman, o rapaz Robert Dylan, então com 20 anos, viveu de favor em quartos emprestados na casa de outros artistas enquanto se apresentava pelos bares e cafés - quase sempre em troca de cigarros e comida. 


Dylan gravaria seu 1º disco ainda no inverno de 1961. “Bob Dylan” – foi lançado em 1962 e não vendeu muito. Recheado de canções Gospels e temas tradicionais - entoadas por negros nas lavouras dos EUA, o disco trazia apenas uma única canção escrita por Dylan foi “Song for Woodie”, homenagem à Woodie Guthrie. O “Folk” - caracterizado por voz, violão e gaita de boca, era considerado um estilo musical duro e dramático demais para as rádios populares que preferiam ritmos, digamos, mais alegres. Antes do sucesso de Dylan, as gravadoras não tinham o costume de lançar novos artistas com canções originais, nem artistas que compunham suas próprias canções. As canções de protestos ficavam restritas a pequenos grupos, tinham uma própria parada musical, sua própria estação de rádio. “Blow in the Wind” tratou de quebrar essa divisão entre os estilos musicais e elevando Dylan ao status de artista mais influente do inicio dos anos 60. 


A canção abria “Freewheelin’ Bob Dylan” (1963). O segundo disco de Bob Dylan rompeu com os parâmetros das paradas musicais, tirando Dylan do nicho “folk” e lhe dando status de herói mundial. O álbum trazia alem de “Blow in the Wind”, "A Hard Rain's a-Gonna fall”, "Don't Think Twice, It's All Right”, canções escritas por um rapaz de 21 anos que estavam muito alem de um mero espírito de uma época esperando por mudanças, elas colocavam os dias atuais e a literatura dentro do universo da musica pop pela primeira vez. 


Dylan carregava o titulo de herói as custa de “Hard Rain's a-Gonna fall”, “The Times They Are a-Changin” e de suas aparições em eventos políticos. Agüentou encenar o papel de cantor de canções de protesto por mais dois discos até romper com o violão, com a musica “folk”, brigar com seus próprios fãs, era preciso - como ele mesmo diz em suas crônicas autobiográficas. 


Em 1964, Dylan conheceu os Beatles – com eles a eletricidade e assim a 1ª de suas varias mudanças musicais radicais. A “Beatlemania” levava o reino unido a loucura desde 1962, mas apenas em 1964, os Beatles chegavam aos EUA, direto ao horário nobre - ao Ed Sullivan Show. O lendário encontro entre Dylan e Beatles é descrito por estudiosos da cultura pop ocidental como um “Big-Bang” que transformaria o universo cultural para sempre. 


Ambos os lados sairiam modificados: os Beatles abandonariam as letras fáceis e ingênuas de canções como “love me do” e “she love you” e iniciariam uma viagem pela introspecção e existencialismo – presente principalmente nas canções de John Lennon e George Harrison. A influencia do Iê, Iê, Iê sobre o trabalho de Dylan apareceu logo no álbum “Bringing It All Back Home”, de 1965, 5º álbum de do cantor e o primeiro utilizando uma banda de apoio. O lançamento deste álbum gerou vários protestos de seus fãs e do segmento purista da música folk. Dylan havia escolhido o festival de Newsport – tradicionalmente dedicado à música folclórica, onde Dylan já havia se apresentado varias vezes. A lenda diz que Dylan e sua banda foram recebidos às vaias pelo público presente. Enquanto a banda executava a primeira canção elétrica do festival, o organizador do evento Peter Segger tentava cortar a energia do palco utilizando um machado. 


Aos detratores de sua carreira, Bob Dylan dedicaria “Highway 61 Revisited” – gravada e lançada ainda em 1965, com sua incrível abertura “Like a Rolling Stone”. Sozinha, esta canção era uma resposta a todos haviam o acusado de traidor enquanto estes permaneciam bem acomodados em suas vidas. Fãs, amigos, inimigos, Dylan acertou em todos. Like a Rolling Stone é uma emblemática justificativa sobre como as mudanças da carreira do cantor afetaram não apenas Dylan, mas todo o cenário da música pop dos anos 60 até hoje. 


Após a seqüência de discos elétricos monumentais (Bringing It All Back Home, “Highway 61 Revisited” e “blonde on blonde”) entre 1965 e 1966, Bob Dylan mudaria de planos novamente, gravando discos cada vez mais caseiros e enigmáticos. Sua a carreira musical oscilaria para sempre entre o violão e a guitarra; entre as turnês sem fim e a calmaria da vida em família, entre o eremita cristão e o astro do Rock’n Roll. 


 “- Judas!” - o mitológico grito de um rapaz na platéia durante um show no Reino Unido (documentado no filme “No Direction Home”, de Martin Scorsese) encerraria a saga do herói Bob Dylan na historia da Cultura pop ocidental. Para a música restaria outro Dylan, o cantor/compositor de dezenas de discos e centenas de canções. 


Essas histórias sobre Bob Dylan - verdadeiras lendas dentro do universo da música pop - estão devidamente documentadas nos diversos livros sobre o cantor, em sua autobiografia “crônicas vol.1” e no documentário-biografia realizado por Martin Scorsese “No Direction Home”. Vale citar também o filme “I’m Not There” (em português “Não estou lá”), dirigido por Todd Haynes, um filme onde a trajetória de Dylan foi romanceada e transformada em um épico com várias historias, personagens e épocas e óticas diferentes com o objetivo de contar a vida de um mesmo homem, Bob Dylan.

Terça-feira, Maio 01, 2012


"45" 
Have you seen my hands? Just look at 'em shake. and the song just keeps on repeating, drop the needle again. and I dance with your ghost, oh, but that ain't the way… I can't move on and I can't stay the same. and all my friends say… "Hey hey, turn the record over. Hey hey, and I'll see you on the flip side. There you go, turn the key and engine over. Let her go, let somebody else lay at her feet." Have you seen my heart, have you seen how it bleeds? And the nights are so long, baby, Out here in the deep. the tick, ticking of hours, lonely. I hear the alarm I used to hear when she would sleep in my arms. But "better sense" says… "Hey hey, turn the record over. Hey hey, and I'll see you on the flip side. There you go, turn the key and engine over. Let her go, let somebody else lay at her feet." and all my friends say, "Hey hey, turn the record over. Hey hey, and I'll see you on the flip side. There you go, turn the key and engine over. Let her go, let somebody else lay at her feet." Where you used to be…here with me.

"45" viciante nova música do Gaslight Anthem faz qualquer um querer comprar uma guitarra e aprender a fazer refrães.
ouve aqui:
http://soundcloud.com/thegaslightanthem/45-1/s-iVlvZ

Sobre Airton Senna e o Fantasma da Infância.



Lembro exatamente onde estava há 18 anos quando o cara da foto morreu. Estava sentado na cama colocando o tênis enquanto via a corrida através da TV philco-ford amarela do quarto da mãe. Era 1º de maio e meu tio daria um almoço para os parentes e empregados da sua loja no country club da cidade. 1994, você sabe, ainda seria um ano promissor para muita gente. Lembro-me de ter ficado em casa até perto do meio dia vendo o desenrolar do acidente sem entender o quão sério era a situação - afinal, batidas eram a cereja do bolo da Formula 1 . Outro piloto já havia se acidentado no sabado e Barrichello, o outro brasileiro,  vivia voando, espatifando seu F1 nas paredes e saindo ileso, não seria Senna que estragaria a parte legal da corrida. 

 Foi Bellei, zelador/administrador do clube quem avisou da morte do Senna. Chegou na festa e foi avisando um a um do ocorrido. Não houve choro, não houve um grande drama nem silêncio, apenas pessoas comentando e lembrando de outras mortes de pilotos. 
Continuei minha vida até o momento em que o zelador chegou para a criançada, interrompendo a brincadeira da bocha para contar da morte do Senna. Todas as crianças ficaram em silencio e eu, inexplicavelmente comecei a rir. Não sabia nada sobre a morte, em 1994, eu só havia estado em um velório toda minha vida e só fui para pedir dinheiro à minha mãe para comprar sorvete, a morte não existia nos desenhos, eles sempre voltavam dos mortos, right? 
Comecei a rir e falar de outra coisa com meu primo, mas o zelador me interrompeu e disse “não ria de alguém que morreu, ele é um herói nacional”. Herói nacional? Eu brincava de ser Senna como se ele fosse um dos Cybercops ou o Giraya ou o Giban, era alguém da TV. Senna era importante pra mim, não era tão divertido quando o Piquet ou o bigode do Leôncio, Mansell, mas era um cara legal que pegava a Xuxa.  

Na minha memória, durante todo o resto do ano, o zelador me encontrava no clube e dizia “você é o menino que riu quando Senna morreu” e eu dava de ombros. Talvez ele tenha apontado e dito uma, duas ou tres vezes, naquele ano ou naquele mês, no máximo, mas ainda hoje, 1º de maio de 2012, o fantasma do menino gordinho que riu da morte do Senna me assombra. Não tinha como saber a dimensão exata da cagada em que o país se encontrava em 1994, depositando muitas frustrações sobre o capacete daquele piloto, peso capaz de quebrar qualquer pescoço, enfim.

Depois de ver o ótimo documentário sobre a carreira do homem-piloto-heroi-nacional Senna, fiquei dias mergulhado na memória tentando encontrar o que mais teria acontecido naquele dia ou o porque de eu estar rindo no momento de sua morte. Eu simplesmente não sei, não entendo minha reação até hoje e talvez eu realmente não tenha dado bola até ser repreendido pelo zelador.  Sua morte representou o primeiro choque de realidade na minha vida e a situação descrita acima ainda me assombra, mais do que qualquer “não”, qualquer fora que tenha recebido de qualquer garota nestes últimos 18 anos.

Sábado, Abril 28, 2012


Ele está do seu lado como um café bem amargo e nos pés da sua cama como um gato velho e cansado dos dizeres que você aprendeu a desejar o melhor, mas não muito melhor, só um pouco melhor do que eu. Mais um verso sobre ir e vir e ter um pouco de tudo ou estar velho demais pra se levantar, pôr um sorriso no rosto. – hey, veste o pijama e aceita o que é seu. Ele prefere o silêncio – e nós também. Arrisca que é certo, finja que aprendeu a desejar o melhor, mas não muito melhor, só um pouco melhor, um pouquinho melhor do que eu.
tão velho a ponto de não se permitir aprender um novo truque, tão novo quanto é possível ser capaz de saber de tudo.

Quinta-feira, Abril 26, 2012

Um dia a namorada perguntou se eu não tinha receio ou medo de gravar canções já famosas e ser processado. Respondi que isso poderia acontecer algum dia, mas também seria um atestado de burrice do artista incapaz de diferenciar uma homenagem de um plagio ou um roubo. Claro que quando envolve dinheiro, todo mundo é um macaco com um revolver, um clássico, né. Chegamos na conclusão que se um dia eu for processado, será por um champs, ou alguém que eu nunca imaginaria, alguem que sempre esteve por aqui. Eu adoro aquela parábola da mulher que acha a cobra no gelo, salva a cobra e ela a morde, quando a mulher pergunta “porque você mordeu?”, a cobra diz “sou uma cobra, eu mordo”. Penso que o meio artístico é meio assim, todo mundo é meio mulher mordida, meio cobra no gelo. Se todos os personagens das minhas canções soubessem que são definitivamente eles ali e facilmente identificaveis, descritos quase que fielmente em momentos rancorosos, frustrações e total falta de senso para com a vida, provavelmente ficariam putos. Arte é isso: captar o momento exato em que a merda chegou ao lado de fora da fralda e então agimos como criança.

Sexta-feira, Abril 20, 2012

Record Store Day



 para baixar, clique na capa acima



"Roberto-Erasmo" é mais uma destas novas canções que farão parte do disco cheio "a vida secreta das referências" e que aqui está disponível em "comemoração" ao Record store day - uma dessas bobagens que os fans de música pop adoram. É uma canção que quer ser meio como o ieieie dos "caras" citados no nome da canção, queria que ela fosse básica, guitarra, baixo e bateria em timbres garageiros, essa versão é um pouquinho diferente da versão que entrará no album, a letra é sobre as coisas que se perde, o que se ganha e o que a gente guarda das situações que a gente vive - e cada um vive uma mesma situação de maneiras diferentes. Também é sobre aquela piada que faziam antigamente "quem você prefere, Roberto ou Erasmo?" "eu prefiro o "roberto-erasmo" porque pra muita gente eles eram inseparáveis.
O Lado B do single é "blues da salvação"
"Blues da Salvação" sempre foi uma canção renegada a Bside. Todas as vezes que tentei toca-la, lança-la ou coloca-la em algum disco, nunca se encaixava, nunca parecia fazer parte da coisa. A hotel Avenida chegou a toca-la uma vez numa versão rapida e divertida que lembrava muito "just my imagination", procura no youtube que ainda deve ter video disso, mas a banda tambem não ia muito com ela.
 Desta vez parecia que iria ser diferente, que ficaria bonita fechando em "a vida secreta das referências ", mas não foi, novamente b-side. "blues da salvação" foi feita baseada em spirituals na safra 2007 de canções, fase problemática em que eu compus umas 100 musicas, o refrão tentava descaradamente ser "oh happy day" de um homem só.


Quinta-feira, Abril 19, 2012

Record Store day - parte 1

Dia 21 de abril é feriado neste país e no mundo da música é o “Record Store Day”. Neste dia, vários artistas preparam pequenos e grandes lançamentos em homenagem ao dia das lojas de discos. Desde que nasci me dizem que as lojas de discos estão em extinção - desde a fita cassete e posteriormente o Cd e a internet, e basicamente esse dia celebra aquelas pequenas lojinhas que ainda insistem em sobreviver. Com a invenção das megastores, (não adianta culpar só a internet) as pequenas lojas foram fechando ou se diversificando, virando sebos. Sobreviveram apenas aquelas que apostaram em nichos ou matériais clássicos.
Que eu me lembre, em Curitiba, sobraram apenas 4 lojas especializadas apenas em música: a Savarin - e sua filial ponta de estoque “Old Fashion”, a Vinil Club e a loja “só musica”.

A Vinil Club é a loja mais famosa de Curitiba, fica numa galeria subindo a Ebano Pereira em direção ao largo, do lado da Old Fashion. Especializada em vinil e artigos raros, a loja é coisa para quem coleciona de verdade, não para amadores como eu que baixam discografias inteiras e compram apenas os discos que mais gostam. Marcos, dono da loja, é uma figura tão mitológica - quanto gente boa. Logo que vim morar em Curitiba, deixei umas copias do meu primeiro disco “lo-fi dreams” e lá ficou na parede por anos, reza a lenda que três pessoas compraram. Ele também me ajudou durante uma exposição de vinis sobre temas de futebol apresentando um colecionador de Curitiba obcecado por discos de futebol, basicamente o cara tinha uma casa cheia deles.

A Só Música também fica em uma galeria, no inicio da rua Emiliano Perneta e também tem seu forte em vinis e muita coisa de MPB. Eu costumo comprar cds lá, pois os valores são relativamente baixos e sempre há muita coisa dos anos 70. A loja não aceita cartões, mas sempre que vou lá, tem gente levando 200 reais em discos. Ponto forte: Os anos 90 e 00 da loja nunca custam mais do que 20 reais.

A Savarin é a loja que trabalha com o acervo mais novo e com os preços mais salgados. É possível conseguir qualquer coisa lá, mas acho que nada custa menos que 25 reais. Como eles trabalham com muito material importado, o acervo da loja é melhor que a de uma livrarias Cultura, por exemplo, e os preços seguem a mesma linha. A loja fica na Saldanha Marinho, perto da casa Muricy e da Vinil Club.

A grande lojinha de Curitiba é a Old Fashion. Dos mesmos donos da Savarin, a loja tem preços absurdamente bons e um acervo que te obriga a levar sempre muita coisa. Há uma sessão de “deizão” com muita coisa que foi hypada pela revista bizz, entre 1995 e 2001, muita coisa de eletrônico vintage, muita banda media endeusada pela critica, discos perdidos e artistas ignorados como Paul Westerberg e Harry Nilsson. Na sessão que mais compro, os preços variam de 20 a 30 reais e já rendeu coisas como todos os discos do wilco, Grant lee Bufallo-philips, Cramps, Flying burrito Brothers, Rod-s stewart-s, todos do Faces, tudo isso em Cd. O acervo de vinis corre pelo mesmo caminho, mas eu não me arrisco nesta banguela com medo de perder meus freios. Eles também vendem vitrolas e mimos do tipo. A loja também fica na Ebano pereira, que é perto do meu trabalho e me obriga a passar toda semana para porque sempre tem muitas coisas novas-velhas.

Como eu disse ali em cima, parei de colecionar discos para comprar apenas os discos que considero meus favoritos de todos os tempos com algumas pequenas exceções para coleções de Dylan, Tom Waits, Springsteen e mais um ou dois. Mas freqüentando essas lojas, se vê que a musica gravada ainda vive forte nos pequenos nichos, seja de caras como eu ou de senhores que colecionam de verdade. Basta lembrar que o Myspace nasceu e morreu enquanto as lojinhas continuam ai, firmes e fortes.

*ps: devo ter esquecido de citar alguma loja tipo a Raridades que há muito não frequento e a Laser Disc que já comprei coisas e tambem deve ter sua clientela fiel.

Sábado, Abril 14, 2012

I tried to change, I got a job in sales
I bought a shirt uptown in Bloomindales
And babe I tried to make the latest scene
Hitting cool just like Jimmy Iovine
I bought a record with all the latest grooves
A book of love with all the latest moves
I bought some flowers and I waited at your door
And you came out, didn't want to see me no more
All the other guys that you've seen, are nothing compared to me,
because my love is strong, and my heart is weak,
after all.
And now the sun's comin' up,
I'm ridin' with Lady Luck,
Freeway cars and trucks.
Stars beginning to fade
And I lead the parade
Just a wishin' I'd stayed a little longer.
Lord, don't you know the feelin's gettin' stronger.

Quarta-feira, Abril 04, 2012



Altamente recomendável
*textos que sairão na proxima agenda de programação do Paço - que ainda tem um texto sobre Dylan e outro sobre os 30 anos do BRock.

:)

MARINA WISNIK


MARINA WISNIK – “Na Rua agora”
A estréia musical de Marina Wisnik carrega no DNA a leveza na escolha das palavras, talento lírico herdado de seu pai, José Miguel Wisnik. “Na Rua Agora” – primeiro trabalho autoral de Marina - vem apoiado por uma confraria de amigos que rodeiam sua família.
O álbum traz tons de vintage, colorindo uma paisagem intima da cantora. A produção reverência o pop feminino do final dos anos 60 - influencia de cantor Marcelo Jeneci, que participa produzindo, cantando, tocando e assina a co-autoria da canção “Primeiro céu” e do produtor Yuri Kalil. Também participam do álbum o cantor Thiago Pethit (em dueto na canção “dezesseis”) e o Wisnik pai – que assina a co-autoria de “Miragem”. Recentemente, a faixa titulo “Na Rua Agora” ganhou clipe e o álbum recebeu elogios do jornal Estadão e a jornal Folha de São Paulo deu uma pagina inteiramente dedicada a cantora.
http://soundcloud.com/marina-wisnik/

LEMOSKINE


Lemoskine é o projeto atual do dedicado músico Rodrigo Lemos, mais conhecido por ter sido vocalista da saudosa banda Poléxia, que existiu entre 2003 e 2009 e atualmente comandar as cordas da Banda Mais Bonita da Cidade. Lemos e seu Lemoskine surgiu na web no meio de 2010, com uma mistura de passagens eletrônicas com instrumentos acústicos, como Ukelele, embalando o timbre macio da voz do cantor. O primeiro EP foi disponibilizado gratuitamente na web, recebendo muitos elogios por canções que contam historias como “Maria Lucia Estava em Chamas” e “Alice” – que recentemente ganhou um bonito clipe. Em junho o Lemoskine lança seu novo trabalho “Toda a Casa Crua”, com produção de John Ulhoa, guitarrista do Pato Fu. Todo processo criativo pode ser acompanhado pelo Facebook da banda.
http://facebook.com/CurtaLemoskine
http://soundcloud.com/lemoskine


LETUCE – Manja Perene


Um casal, ela cantora e atriz, ele multi-instrumentista. Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos respondem por Letuce, banda carioca formada em 2008.
O Letuce ficou conhecido em 2010 com um EP virtual chamado “Couves” – um disco com covers inusitados e quase esquecidos para a geração web: “Poderosa” canção famosa gravada pelo grupo Raça Negra e da Banda Brasil e “que se chama amor” do grupo Só Pra contrariar. As apresentações quase "teatrais" da banda e o sucesso dos covers chamaram a atenção para o 1º álbum da banda “Plano de fuga pra cima dos outros e de mim”, de 2009, gravado quando a banda ainda era um duo. Em 2011, a banda entrou com um projeto de “Crowdfunding” ou “Financiamento Colaborativo” - método que consiste em angariar fundos com ajuda dos fãs. O “Projeto dos Sonhos” arrecadou quase 20 mil reais em apenas 60 dias para realização do novo disco, “Manja Perene”.
Lançado no começo de 2012, “Manja Perene” ganhou indicação da Revista Bravo! e já figura na lista dos melhores do ano de vários site, blogs e publicações na internet. O disco promove uma modernização do pop tropicalista dos anos 70, em uma mistura que parece perguntar “E se, ao invés da Rita Lee, Gal Costa cantasse nos Mutantes?” As letras da banda chamam a atenção por falar de relacionamentos de uma maneira bastante direta e sensual.
Você pode ouvir o álbum “Manja Perene” através do site do Letuce:
http://www.letuce.com.br/
ou no soundcloud da gravadora Bolacha Discos:
http://soundcloud.com/bolachadiscos/sets/letuce-manja-perene-2012/

Quinta-feira, Março 29, 2012

Curitiba faz 319 anos hoje, 29 de março.
A visão sobre esta cidade me assombra desde que tinha 4, 5 anos, desde que minha mãe veio para cá estudar, desde que me apaixonei por uma piscina de bolinhas no shopping muller.
Para as pessoas do interior do estado, Curitiba não era a cidade modelo que o resto do Brasil e do mundo costumam ver. Curitiba era onde as coisas aconteciam, era pra onde as pessoas iam quando queriam fugir da rotina, fugir de casa, trocar de sexo ou simplesmente virar lenda local. Curitiba tinha lendas proprias inventadas pelo povo do interior, não sobre seus moradores, mas sim sobre o que teria acontecido as pessoas que saiam de cidades como a minha, coronel vivida. Os homens enriqueciam ou viravam travestis, as mulheres se prostituíam ou casavam com milionários, não havia meio termo. Tinha os poetas, o Leminski, o Dalton – que cresci achando que era realmente vampiro, a novela felicidade, o túnel do rock, o caderno FUN, a gazeta, a rodoviária e a assustadora Varca - loja de roupas “tamanhos especiais”.
Curitiba da piscina de bolinhas do Muller e do primeiro cachorro quente – (odiei e comi sem salsichas afinal, elas eram feitas de cachorro).
Todas essas lendas deslumbrantes fazia com que crianças e adolescentes, como eu, imaginassem que Curitiba era a Paris dos paranaense, um lugar onde você precisa ir para existir, precisa ir para se encontrar (para o bem ou para o mal). Diziam que os curitibanos eram antipaticos e viam a cidade como londres, mas para mim, ela nunca foi londres e seus moradores nunca foram antipaticos.
Quando criança, costumava acreditar que o Paraguai ficava há poucas quadras de casa e que a Disneylândia ficava em Clevelandia, cidade que só passávamos a caminho da praia. Curitiba ficava ali, em algum lugar entre Coronel Vivida, são francisco do sul e a disneylândia. Meu avô dizia que Curitiba ficava depois do Carrefour, subindo o bananal de Joinvile. Hoje eu sei que Joinvile é praticamente um bairro afastado de Curitiba, ali depois do Uberaba e Coronel é mais ou menos como o bairro agua verde. Mas há 20 anos, era apenas uma criança presa por horas e horas dentro de um delrey, de um monza ou de um onibus. Curitiba decretava o fim do verão, aquela cidade que só era visitada após a temporada de praia e depois de dela, viriam longos meses de escola.

Curitiba sempre será minha Paris, um lugar onde eu sempre quis estar, um lugar que só existe na cabeça dos românticos, na mente daqueles visitam a infância e a memória afetiva constantemente.

07 Curitiba, se você sorrir, lhe darei um doce by Giancarlorufatto

Domingo, Março 25, 2012

Cedo ou tarde a música vai parar de tocar e o que nos resta é correr - ou pelo menos, aproveitar enquanto o dia não vem, nem o apagar das luzes do salão.
Cedo ou tarde a musica vai parar de tocar, eu não sei o que se perde em não ter pressa.
Eu me confundo com o girar do salão, na poeira que se levanta, se sacode e vai embora, apenas tentamos não tropeçar em alguém ou nos nossos próprios pés.

Quarta-feira, Março 21, 2012

top 5 de covers melhores que as originais - safra 60-70

01. how can you mend a broken heart (Al Green)
02. many rivers to cross (Harry Nilsson)
03. the dark end of the street (james carr)
04. love hurts (gram parsons)
05. maybe im amazed (the Faces)


Sábado, Março 17, 2012

Enquanto a noite puder fingir um sorriso.

Vamos brincar que essa vai ser a música de trabalho do álbum "a vida secreta das referências". A capinha ai de cima mistura a capa do álbum que estou fazendo com uma brincadeira com o QR code, aquela tecnologia que quase ninguém sabe pra que serve. O QR ai leva você até meu soundcloud. Ainda não sei se utilizarei o QR no mundo real, já que corre sérios riscos de datar tão rápido quanto aquelas faixas interativas que surgiram em 1995 no disco “stripped” dos Stones e que danificava aparelhos. Se fizer, será a contra capa, obviamente.






adoro a vista de dentro de um coração partido.
apenas volta, se despede feito um homem, sai.
é só um por ai, perdido que não voltou pra casa ontem.
lamento acho que não volta mais.

Enquanto a noite puder fingir um sorriso
e se fizer de sua amiga, o perigo.
"eu desconfio"

Saio de casa apenas pra pensar na multidão
encontro luzes, portas acessas eu me esquivo.
nas esquinas, há sempre alguem capaz de dizer
que está tudo bem, mas eu já não sei,
mas eu desconfio.

eu desconfio.

Enquanto a noite puder fingir um sorriso
e se fizer de sua amiga, o perigo
"eu desconfio"


Sábado, Março 03, 2012

Idem
Fliperama
Enquanto a noite puder fingir um sorriso
Roberto e Erasmo
Desligue o radio
Quase lá, mas ainda aqui
Tão distante
Cão guia
Ele
Blues da salvação
Luzes do salão



A vida secreta das referências.

Sexta-feira, Março 02, 2012

Quarta-feira, Fevereiro 08, 2012



Primeira ideia para a capa do novo disco, a capa com QR code sobre o papelão. QR code é um codigo de barras que pode ser lido pelo celular através de um aplicativo. No caso deste da capa acima guia a pessoa até o meu soundcloud. Meus porens ficam em relação ao titulo do disco que não tem a ver com a capa e o medo de colocar um QR code na capa e soar ultrapassado em um ano, a internet voa enquanto a gente caminha, mas a ideia funcionaria se mais pessoas soubessem o que é um QR code e a utilização dele trouxesse beneficios. No meu caso, downloads gratuitos.


Sábado, Janeiro 28, 2012

A fina arte de largar o osso.

A sorte é de quem anda por ai estufando o peito e esmurrando o mundo.

É de quem vai ao seu encontro, toma seu café e beija nos seus lábios.
A sorte de quem sabe a sorte que é ter um dia de amanha.

A sorte é de quem abre uma porta, fecha, encontra outra forma de evitar,
mas o que tiver de vir, virá.


A sorte é de quem aprendeu a arte de largar o osso
É de quem sorriu ao ver sumir o chão sob os seus pés
A sorte é de quem se arrisca de pé no barco do amor.

É de quem abre uma porta, fecha, encontra outra forma de aceitar
(o que tiver de vir, virá).


A sorte é de quem sabe a sorte que é ter muitos ossos pra largar.

Sexta-feira, Janeiro 13, 2012

Pela Longa Estrada da Vida by Giancarlorufatto




“Pela longa estrada da vida” ou “nessa longa estrada da vida” ou “estrada da vida” ou “longa estrada.” O google diz que o original é do Milionário e José Rico, mas eu já vi essa música no livrinho cantemos, aqueles livros verdinhos e possivelmente essa canção já existia e eles foram os primeiros a gravar. Era essa uma daquelas que o pessoal entoava em coro nas bebedeiras de família. Nunca achei grande coisa até sacar que havia uma segunda parte que ninguém cantava. Ela é um blues perfeito, tem a melodia parecida com a do clássico love in vain.

essas gravações são homenagens sem fins lucrativos, eu acho.

Quinta-feira, Janeiro 12, 2012

MELHOR DISCO NACIONAL
Harmada – Música Vulgar Pra Corações Surdos
Mordida – 1
Ruído por milímetro - Introdução à Cortina do Sótão
Lonely crowd - Some kind of Pareidolia
Nevilton – De Verdade


MELHOR DISCO INTERNACIONAL
Tom waits – bad as me
Middle brothers – the middle brothers
Lanie lane – to the horses
Feist – metal
Noel Gallagher's High Flying Birds - Noel Gallagher's High Flying Birds


MELHOR MÚSICA NACIONAL
mordida – Previsível
harmada – avenida dropse
humanish – tanto
a banda mais bonita da cidade – oração
nevilton - Ballet da Vida Ironica


MELHOR MÚSICA INTERNACIONAL
Corinne bailey rae – is this love
Tom Waits – get it lost
Lanie lane – ain’t hungry
Gaslight Anthem – State love and trust
Middle Brothers – blue eyes

MELHOR SITE
Soundcloud
Trabalho Sujo
Link estadão
Apartment therapy
rockinpress.com.br


MELHOR BLOG
André Barcisnki – Uma Confraria de Tolos
André forastieri – R7
Juliana Cunha – matei por menos


MELHOR TWITTER
@screamyell
@trabalhosujo
@plantao190
@requiaopmdb
@lucioribeiro

Quinta-feira, Janeiro 05, 2012

Gastei 200 reais em discos no fim do ano. Nunca havia gasto tanto em tão poucos discos. Me peguei pensando sobre o valor da canção nos dias de hoje, no valor das coisas que preenchem e dividem espaço com você. Vale apena ter discos em 2012? Gosto de olhar para a estante selecionados um a um, formando uma pequena historiazinha, uma parede em forma de um programa de televisão “esta é a sua vida!”. Quando mudei para este apartamento e ainda morava sozinho, trouxe alguns poucos discos, os guns n roses que estavam numa caixa e outros que estavam na casa dos meus pais. O resto ficou pra trás. Daquele momento, maio de 2010 pra cá, me preocupei em comprar meus discos favoritos, os livros, os seriados favoritos, meus filmes, meus brinquedos favoritos. Eu olho para as paredes como um pintor olha para um quadro negro para reavivar as cores para os olhos. É para isso que servem as fotos, os discos, os livros, para lembrar como as coisas são por de baixo da pose e é por isso que eu continuo acumulando coisas.

Em 2012, quero fazer um disco novo, com encarte, arte bonitinha, disco com label e tal. Penso em fazer via SMD, algo bem feito mesmo ou nada, de novo.
Antigamente os problemas de se fazer um disco consistia em, numero 1: ter talento; numero 2: conseguir um contrato; numero 3: conseguir dinheiro pra gravar num estudio; numero 4: conseguir gravar de maneira legal em qualquer lugar; numero 5: conseguir dinheiro pra fazer edições físicas dos discos; numero 6 e ultimo: conseguir lugar pra guardar todos os discos físicos.
Eu moro com a namorada em um apartamento quarto, sala e cozinha cheio de coisas, bugigangas, instrumentos e tal. Imagine ter de conviver durante anos com caixas empilhadas cheia de copias de um disco que ninguém comprou, ninguém ouviu, ninguém gostou?
A musica em formato físico é um exercício de ego para o artista independente. Só serve para divulgação e impressionar outros artistas e a mulherada, claro. Nem pra família o disco físico serve mais, eles preferem que você coloque num pendrive pra poder usar pra alguma coisa depois.
O único artista com direito a ter algo físico vendido por ai é o que assumidamente vive da sua arte, tipo artista de rua mesmo, o cara da arte, artistas do artesanato, do durepox musical.
Todo o resto, eu, você, somos todos uns encalhados na pilha de “para ouvir” de produtores musicais, radialistas e jornalistas. O que nos espera é o lixo ou o sebo, vendidos por 50 centavos, 1 real para complementar a renda de alguem.

Terça-feira, Janeiro 03, 2012

2011 foi um ano pra guardar no lado do peito que pode sofrer infarte e costuma apertar quando as lembranças são trabalhadas dois palmos acima. Não foi fácil, eu sei que não foi, pois nem todo mundo conseguiu chegar aqui em 2012, vivo, forte.
O que fica se confunde com as varias historias pessoais de superação, no sentido mais clichê da palavra. Pra mim, pessoa física, 2011 entra na lista dos melhores anos para levar pra ilha deserta, aqueles que irei me agarrar na hora ter um flashback e de achar que tive uma vida legal e impulsiva, muito impulsiva. Mesmo que o cansaço tenha vencido varias vezes e tenha me obrigado a largar algumas coisas e pessoas que importavam, foi preciso e eu aceito o peso das decisões – inclusive, achei que pesaria mais. E se 2012 for o que dizem que vai ser, soara como a 6ª temporada de Lost das nossas vidas, apenas concluindo coisas começadas no ano anterior e nos deixando pronto para aceitar a estrada e as placas que virão pelo caminho.

Quinta-feira, Dezembro 29, 2011

La, la, la, la, estou me guardando para quando o mundo acabar, lalalala, estou me poupando pra quando o carnaval chegar.

Terça-feira, Dezembro 20, 2011






Decido pela pressa e a urgência se anuncia

atenta ao medo de perder o bonde que carrega a novidade
sempre em frente vestindo um uniforme velho e rasgado,
sem estrelas e sem listras, apenas segue
como um velho segue o rastro das lembranças pra se guiar.





Sábado, Dezembro 17, 2011

listas, lista, listas.

Estava aqui fazendo uma lista para o Premio “defenestrando” do melhor produzido em curitiba. Como não sou critico, não tenho vocação pra analisar musica pela qualidade e sim pelo efeito da canção em mim. Então, fico nesse lero-lero, nessa sinuca de ter de votar nos amigos, conhecidos, e ter de explicar por A + B porque são esses os trabalhos que fizeram alguma diferença.

clipe
alice – lemoskine
oração – A banda mais bonita da cidade

tinha direito a votar em cinco, votei em 2 pois acho que esses clipes foram muito bem feitos e tiveram efeito tanto no mundo (oração) quando em mim (alice). Alice é uma belezurra de idéia simples e por isso está acima de Oração. Oração é um ótimo case de sucesso na web e voce pode odiar a musica, mas há de respeitar o meme.


música:
previsível – mordida


tanto – humanish


maria lucia estava em chamas – Lemoskine


Frozen (in time) waterballoon – This Loney Crowd


Cold woman – koti and the artic hollers


Previsível é a melhor canção de 2011, pra mim. A primeira vez que ouvi foi durante o rock de inverno de 2009 e chapou de cara. Depois, participei de alguns ensaios e 2 shows do mordida como um péssimo tecladista convidado. Tinha um solo de trombone incrivelmente apaixonante, eu passava a musica toda escorado no teclado assistindo e babando, invejando o arranjo da canção. O mesmo vale para Tanto do Humanish. No meio de um disco com trocentas guitarras, tanto é a balada com solo de sax executado pelo champs, Igor Ribeiro. Se tivesse 12 “tanto” no disco deles cravava o disco do ano pois ninguém mais faz canções assim. Maria lucia é do trabalho solo do Lemos, gosto da produção, dos barulhinhos dela e da letra ótima, acho o trabalho do Lemos muito melhor que da A banda mais bonita. Frozen é de uma banda que eu vi se formar e escrita por um cara (nunca sei qual dos personagens da banda é o cara) que acompanho há anos e acredito que ele esteja realizado pelo que conseguiu em se tratando de timbres, produção gráfica e energia. E por ultimo, uma nova do Koti, Cold Woman, koti é o artista mais completo desta geração de artistas curitibanos.

ah, sim, os lançamentos
o lançamento do ano seria o disco do Nevilton, mas o nevilton não é de Curitiba é do Paraná.
mordida 1 - mordida
Some kind of Pareidolia - This Lonely Crowd
Ruído/mm – Introdução à Cortina do Sótão
Eskimo's on Acid – 2011 - Koti and the artic hollers

Quinta-feira, Dezembro 08, 2011

Sabedoria popular: Das coisas menos importantes, a musica pop é a segunda coisa mais importante (a primeira é o futebol).